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História da Paróquia

História da Paróquia

CONJUNTO JOSÉ TENÓRIO E A CAPELA SÃO JOÃO BATISTA

    Durante as décadas de 1980 e 1990, o crescente desenvolvimento demográfico e urbano de Maceió trouxe consigo a necessidade da construção de novos conjuntos habitacionais, especialmente na região leste da cidade. Como parte da política habitacional do Sistema Federal de Habitação, criaram-se então os projetos habitacionais populares (COHAB, IPSEAL, INOCOOP), responsáveis pela implantação de diversos conjuntos, dentre os quais o Conjunto José Tenório de Albuquerque Lins. Inicialmente projetado para suprir a crescente busca por imóveis por parte do funcionalismo público estadual, o Conjunto José Tenório foi entregue à população em agosto de 1987. Seu projeto arquitetônico e urbanístico trazia em sua concepção um espaço destinado a um templo religioso para a comunidade - que viria a ser a capela São João Batista.    

BREVE HISTÓRICO DA CAPELA SÃO JOÃO BATISTA

    Concluídas as etapas de construção e entrega da Capela, era chegada a hora dos primeiros desafios próprios da missão evangelizadora. Originalmente incorporada à Igreja Matriz da Paróquia São Judas Tadeu, do bairro do Feitosa, a comunidade São João Batista contou com o engajamento dos próprios moradores locais para a manutenção das atividades. Inicialmente, o pequeno grupo era formado por: Berenice Costa e Silva, Margarida Vitório, Alda Maria Martins, Maria Araújo, Luiz Costa e Silva, além do casal Aranir e Thamara. Diante da necessidade cada vez mais crescente do envolvimento e da participação dos fiéis, o padre Clóvis Pradines, padre responsável pela recém-criada comunidade, passou a intensificar os convites ao serviço pastoral. A partir disso, integraram-se à equipe que respondia pelas atividades administrativas e catequese: Maria dos Santos Soares, Paulo dos Santos Soares e Marcondes Martins Barbosa, naturais da cidade de Pão de Açúcar, além de Nilza e Josivaldo Nascimento, oriundos de Batalha-AL.

JOVENS EM AÇÃO

    O serviço dos jovens em atividades na vida da comunidade da Capela São João Batista tem seu destaque na história. Por meio de ações culturais, teatro, dança, música e outros recursos, os jovens trabalharam ativamente auxiliando na evangelização, catequese e no canto na liturgia, através do Ministério de Música. Esse dinamismo foi refletido também em trabalhos voluntários, com a arrecadação de alimentos e roupas para doação aos mais necessitados. Alguns dos nomes que fizeram parte do então grupo jovem, na época, são: José Ednilson, Marileide Odilon, Lidiane, Gorete, Cláudio, Cícero, Taciana, Maria dos Santos, Elisângela, Fábio Ataíde, Maurício Silva, Correia, Dulce, Rita Lopes e Marcelo Pessoa (decorador responsável pela ornamentação das festas dessa comunidade).

O APOIO DA IGREJA LOCAL POR MEIO DA ORDEM DOS CAPUCHINHOS E SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO

    O trabalho de evangelização era grande e a equipe de apoio era pequena. Fazia-se necessária a ajuda de voluntários com experiência pastoral para incentivar e capacitar a equipe, que, de livre iniciativa, se colocava à disposição da vontade divina para fazer brotar na comunidade o espírito missionário e evangélico. Incansavelmente, o padre Clóvis pedia ajuda à Ordem dos Capuchinhos e ao Seminário Arquidiocesano, para que enviassem seminaristas à comunidade para auxiliá-lo nas diversas ações pastorais. Foi assim que, entre os personagens marcantes de nossa história, estão vários seminaristas diocesanos e capuchinhos que muito fizeram pela comunidade. No início do grupo de jovens e da catequese sacramental (Crisma), eles conseguiram fomentar a fé cristã de forma indelével. Entre eles, podem ser citados: Severino (seminarista capuchinho vindo do Rio Grande do Norte); Robérgio e Magalhães (seminaristas arquidiocesanos).

PADRE CLÓVIS PRADINES

    Nascido em 05 de junho de 1928, na cidade de Porto Calvo-AL, padre Clóvis Pimentel de Mello Pradines ordenou-se em 04 de dezembro de 1955. Antes de assumir a Paróquia São Judas Tadeu, no Feitosa, foi vigário substituto na Paróquia Santa Luzia do Norte, na cidade de Santa Luzia do Norte-AL em 1975; depois tornou-se vigário nas Paróquias Nossa Senhora do Pilar (cidade de Pilar) em 1976 e Santo Amaro (cidade de Paripueira) em 1979. Cinco anos depois, em 1984, foi designado vigário paroquial em São Luís do Quitunde, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Outras atuações importantes exercidas pelo padre Clóvis foram a participação no Colégio de Consultores da Arquidiocese de Maceió e nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

CURIOSIDADES: VOCÊ SABIA?

    Após o encontro de uma pequena imagem de Santo Antônio de Pádua, em um dos cantos do altar da capela, surgiu o desejo natural da comunidade de escolhê-lo como padroeiro da capela. No entanto, foi lembrado que já existiam outras comunidades - como a Paróquia Santo Antônio de Pádua, no histórico bairro de Bebedouro - que já o homenageavam. Observou-se ainda que o único santo que ainda não fora lembrado na capital alagoana era São João Batista. Desta forma, a escolha do padroeiro recaiu sobre ele. Nem sempre a festa do padroeiro foi comemorada no mês de agosto. Inicialmente, situada no dia 23 de junho, a data de nossa festa celebrava o nascimento de São João Batista. No ano de 1999, foi transferida para o dia 29 de agosto, dia em que lembramos o seu martírio.

O SURGIMENTO DA PARÓQUIA SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS

    Os anos que se passaram desde a criação da comunidade São João Batista foram essencialmente um grande alicerce na construção de uma identidade pastoral. A ação dos grupos e movimentos dava sinais de uma solidez e maturidade que, assim como sementes, germinavam em meio à aridez do deserto de São João Batista. Diante do crescimento da comunidade e do aumento do número de fiéis, o então arcebispo metropolitano de Maceió, dom José Carlos Melo, CM, oficializou, em 2004, o desmembramento da comunidade, que deixava de pertencer à Paróquia São Judas Tadeu para se tornar a mais nova Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus. Na criação de nossa Paróquia, foram constituídas as seguintes comunidades: comunidade São Francisco de Assis, no bairro Novo Mundo (atualmente pertence à Paróquia Imaculado Coração de Maria, bairro da Gruta de Lourdes, em Maceió); comunidade Nossa Senhora Virgem dos Pobres, no bairro Barro Duro (atualmente Paróquia Nossa Senhora Virgem dos Pobres, no mesmo bairro); comunidade São Judas Tadeu (localizada na Rua Adolfo Gustavo, bairro da Serraria); e comunidade São João Batista (conjunto José Tenório, sendo a igreja matriz paroquial).

UM NOVO PASTOR PARA O REBANHO

    A criação da Paróquia foi motivo de grande alegria para a Igreja como um todo, especialmente pela contemplação à padroeira e santa das rosas, Terezinha do Menino Jesus. Essa mesma novidade que trazia entusiasmo inaugurava, no entanto, uma nova etapa com desafios e objetivos próprios, que estavam apenas por começar. Da mesma forma, a expectativa pela chegada do novo pároco também crescia no seio da comunidade. O tão esperado encontro entre os paroquianos e seu pastor ocorreu às 17h do dia 21 de março de 2004, quando foi realizada a primeira Celebração Eucarística no ginásio de esportes do Colégio Santíssimo Senhor. Em um grande clima de festa, estavam presentes: dom José Carlos Melo, CM; padres; freis e religiosos de diversas paróquias da capital e do interior do estado de Alagoas. Todos prestigiavam o novo pároco, um padre vindo do sertão de Alagoas, recém-transferido da Paróquia São Cristóvão - Santana do Ipanema. Seu nome: José Augusto Silva Melo. Em suas primeiras atividades à frente da Paróquia, padre José Augusto teve a oportunidade de interagir mais com as comunidades, grupos e movimentos. Esse contato permitiu, entre outras coisas, o planejamento das primeiras e mais urgentes ações, das quais destacaram-se a reforma e a ampliação da matriz paroquial.

UMA NOVA PEDRA FUNDAMENTAL

    Com o objetivo de proporcionar mais comodidade e conforto para a assembleia, a grande reforma e ampliação da capela São João Batista, agora matriz paroquial, começou a tornar-se realidade em 26 de outubro de 2006. Nesta data, diante de dezenas de fiéis, foi colocada a pedra fundamental da nova igreja, onde foram armazenados registros, fotografias e textos da época. Para a condução dos trabalhos, padre José Augusto estabeleceu junto à comunidade um grupo coordenador das atividades de construção. Participaram desta equipe: Antônio Vieira, Jorge Firmino, Geraldo Barros, Gerson Albuquerque, Augusto Pessoa, Marcelino Gonzaga, Marcone, Paulo, Valdeci, Romão, Vicente de Paula, José Vieira e Cláudio Falcão. Entre os paroquianos que estiveram envolvidos, vale ressaltar ainda a atuação especial de Rita Lopes, arquiteta que concebeu o projeto da igreja, e Jefferson Bruno, eletrotécnico que planejou e executou toda a parte de instalação elétrica da matriz paroquial. Com a antiga capela demolida, no período em que a nova matriz estava sendo construída, as missas passaram a acontecer em uma instalação improvisada em frente à própria capela. Essa foi uma fase em que toda a comunidade uniu-se na realização de bingos, rifas, cafés e bailes, entre outros eventos, com o grande objetivo de arrecadar dinheiro em prol da construção. Este grande esforço serviu não apenas para levantar fundos, mas fortaleceu sensivelmente os vínculos fraternos da comunidade paroquial. Em 31 de maio de 2007, ocorreu a primeira celebração dentro da nova Igreja Matriz, ainda que não estivesse com suas obras plenamente concluídas. Desse momento em diante, a organização da Paróquia foi sendo moldada de acordo com o engajamento de diversos fiéis que foram se colocando a serviço da administração paroquial.

ORGANIZADORES PAROQUIAIS

    A participação dos membros da comunidade nas atividades administrativas, catequese e evangelização foi fundamental para a manutenção dos serviços pastorais no início da história paroquial. Deixar a condição de comunidade para tornar-se matriz aumentou não apenas as demandas, como também as responsabilidades na coordenação das comunidades e seus movimentos. Entre alguns dos nomes da equipe inicial estavam: Maria Araújo, no serviço de organização litúrgica e ministra extraordinária da comunhão; Alda Martins, na organização litúrgica; Maria José (Dora), secretária paroquial e Pastoral do Dízimo; Kledson Alves, então sacristão e hoje sacerdote da Arquidiocese de Maceió - esta função hoje é ocupada por Maria José do Nascimento; José Ednilson, no ministério de música e manutenção do sistema de som; Marileide Odilon, Sheylla Ferro e Fábio Santos, nos ministérios de música; Antônio Vieira, na divulgação de eventos, evangelização e missões; Terezinha Albuquerque, na Pastoral do Dízimo.

COMUNIDADES QUE FIZERAM PARTE DA NOSSA HISTÓRIA

  • PARÓQUIA NOSSA SENHORA VIRGEM DOS POBRES - BARRO DURO

    Surgiu enquanto capela na década de 1980. No ano de 2004, foi integrada à então recém-criada Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus. Após decreto canônico de dom Antônio Muniz, OCarm., foi desmembrada da nossa Paróquia, elevada à condição de Paróquia em 12 de agosto de 2018. Atualmente, é administrada pela ordem religiosa dos Orionitas, tendo como pároco o padre Vicente Lotti; e como vigários paroquiais: o padre Enrico Zardoni e o padre Anderson Felisdório.

  • COMUNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS - NOVO MUNDO

    Surgiu enquanto capela em 1990. No ano de 2004, foi integrada à então recém-criada Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus. Após decreto canônico de dom Antônio Muniz, OCarm., foi desmembrada da nossa Paróquia, sendo integrada à Paróquia Imaculado Coração de Maria, do bairro da Gruta de Lourdes (próximo ao terminal de ônibus da Av. Rotary), sendo administrada pelo padre Urilian Santana, atual pároco desta citada Paróquia.

VIGÁRIOS PAROQUIAIS

    Os seguintes sacerdotes abaixo deixaram sua marca ao passar por nossa paróquia, na função de vigário paroquial, colaborando e auxiliando na missão e administração do pároco. Padre Antônio Marcos Tenório Cabral (11/03/2011 - 11/03/2012): atualmente é pároco na Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística, no bairro da Mangabeiras, em Maceió; Padre José Elielton da Silva (15/08/2013 - 02/02/2014): atualmente é pároco na Paróquia São Sebastião, na cidade de Rio Largo-AL, e recentemente foi nomeado como vigário geral da Arquidiocese de Maceió, substituindo o então vigário geral Monsenhor José Augusto, nosso pároco; Padre Reinaldo Leite Morais Filho (25/04/2014 - 31/03/2016); Cônego Severino Fernando de Souza Neto (10/07/2016 - 30/11/2016): atualmente é pároco na Paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo, no bairro do Jaraguá, em Maceió; Padre Luiz Rodrigues de Lima Neto (21/11/2016 - 31/03/2018): atualmente é pároco da Paróquia São Benedito, na cidade de Flexeiras-AL.

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