O
Recanto Coração de Jesus, lar das religiosas da congregação que leva o mesmo
nome, reservou a data de 18 de outubro, um ensolarado domingo, para receber a
XVI Romaria de Santa Teresa Verzeri - fundadora da congregação.
"Santa
Teresa, Santa para o mundo, rogai por nós" é o tema da romaria deste ano.
A Santa canonizada pelo Papa João Paulo II, hoje também canonizado, fundou a
congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus na Itália, sua terra natal,
com o objetivo inicial de acolher meninas órfãs na educação, saúde e catequese.
A
religiosa Rauligletia de Sousa Silva, a Irmã
Rauli, explicou que a congregação tem a caridade como foco principal.
“A
gente trabalha todos os elementos que dão acesso a uma vida digna. Jesus diz: ‘Eu vim para que todos tenham vida, e vida
em abundância’. Para termos uma vida em abundância, precisamos ter esse
atendimento básico. E, nessas realidades aonde chegamos, muitas vezes o Estado
não chega. As irmãs chegam para promover e desenvolver a educação espiritual e
intelectual.
As
ações desenvolvidas pelas religiosas precisam de recursos. Segundo a Irmã
Rauli, a congregação está na 19ª Jornada da Solidariedade Congregacional. Cada
ano, o Conselho Geral da Congregação escolhe uma das realidades mais
empobrecidas para ser contemplada com as ações da Jornada da Solidariedade.
“Toda
a congregação, em todos os continentes, promove uma ação missionária, uma
jornada de solidariedade em prol desta realidade que será contemplada”, destaca
a religiosa.
Em
Maceió, enquanto acontecia a romaria, os participantes adquiriram alimentos,
peças de artesanato e camisas. O valor arrecadado irá para as chamadas
realidades missionárias em Moçambique e Timor-Leste.
O
foco do carisma é a caridade do Coração de Jesus que se torna visível através
da dignidade da vida. Segundo a religiosa, essa dignidade passa pela educação, pela
saúde, pela assistência social e pela moradia, entre outros aspectos.
Em
Alagoas, as Filhas do Sagrado Coração de Jesus estão presentes em Maragogi,
além de quatro comunidades em Maceió.
A
cidade de Colônia Leopoldina, no Vale do Rio Jacuípe, foi polo missionário das
irmãs por 51 anos. Lá, formaram meninas e mulheres nas artes manuais como
bordados, crochê, fuxico, produção de alimentos e costura.
Vilma
Maria de Oliveira, ministra da Eucaristia e orientadora de idosos, aprendeu
fazer fuxico e bordado com as religiosas. Ela começou no projeto Dando as Mãos
aos 12 anos de idade.

“O
projeto com as crianças é o mais antigo das irmãs em Colônia Leopoldina. A
gente participava e ajudava as irmãs com as crianças carentes das vilas. Eu
aprendi bordado, fuxico e crochê, e hoje produzo para meu ganho. Depois, minhas
filhas também participaram do projeto e aprenderam fuxico e crochê”, lembra
Vilma.
Atualmente,
são as chamadas leigas, formadas
pelas irmãs, que tomam conta do projeto Dando as Mãos na cidade.
“As
Irmãs vão a cada 15 dias para nos encontrar e atualizar a formação. Temos
madrinhas e padrinhos que ajudam o projeto e nós também vendemos nossa produção
para ajudar o projeto”, orgulha-se a aluna.
Para
Vilma, todas as religiosas que passaram pela cidade deixaram marcas muito
positivas.
‘As
irmãs pedem para não deixarmos o projeto morrer e nós seguimos realizando o
sonho delas. Vamos também realizar o sonho da Irmã Anita – uma das religiosas que acolheram moradores de Colônia Leopoldina.
No próximo dia 24, haverá a consagração de quatro leigas ao Sagrado Coração de
Jesus. Eu sou uma delas e é uma alegria imensa”, emociona-se.
As
religiosas Filhas do Sagrado Coração de Jesus também querem realizar um sonho de
sua fundadora.


