PASCOM: Pastoral da Comunicação
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Inscrição para maiores de 18 anos

Sobre a Pastoral

REQUISITOS PARA SER UM AGENTE DA PASCOM:

  • Idade Mínima: 18 anos de idade;
  • Possuir o sacramento do Batismo;
  • Estar disposto (a) e disponível a aprender e assumir a missão de comunicar nas mais diversas celebrações/nos mais diversos eventos organizados/realizados na Paróquia (ou a pedido da Arquidiocese);
  • Após a inscrição, a coordenação entra em contato para uma acolhida e apresentação breve do que é a Pastoral da Comunicação;
  • Após a inscrição: formação de 05 (cinco) encontros, sendo 1 encontro por mês (presencial/online) para formar e preparar o agente para o Rito de Envio a ser realizado em uma celebração Eucarística, feita pelo pároco perante a toda comunidade.


O QUE É A PASCOM SEGUNDO O DIRETÓRIO DE COMUNICAÇÃO DA IGREJA NO BRASIL (doc. 99, CNBB, versão atualizada em 2023):

323. A Pastoral da Comunicação (Pascom) é a presença e a ação da Igreja nos ambientes comunicacionais. Sua atuação se estabelece a partir de ações próprias do campo da comunicação com sentido pastoral e evangelizador. É a pastoral do ser e estar em comunhão com toda a comunidade eclesial, garantindo a acolhida e a participação, a organização solidária e a gestão democrática dos processos comunicacionais. A expressão "Pastoral da Comunicação" nasce da junção de duas realidades que interagem reciprocamente: comunicação e pastoral. O universo da comunicação abrange as distintas dimensões da realidade humana, enquanto o universo da Pastoral envolve a dimensão socioeclesial, relacionada aos diferentes ambientes da Igreja em sua missão de evangelizar.

324. A palavra "pastoral" tem sua raiz no verbo "apascentar", "pastorear", e no termo "pastor". No Antigo Testamento, essas palavras são carregadas de significados (cf. Sl. 40,11; Ez 34,15; 37,24; Eclo 18,13; Zc 11,17). Sobretudo, a imagem do "pastor" é utilizada no sentido simbólico-metafórico, para designar os dirigentes do povo, ou no sentido teológico, no qual Deus é o pastor (cf. Sl 23,1; Is 40,11; Jr 31,9), ou, ainda, em textos que se referem ao futuro rei messiânico (cf. Sl 78,70-72; Ez 37,24), como o "pastor escatológico". A característica do pastor na literatura bíblica é aquela de "guiar", "conduzir" (cf. Sl 23,2). No sentido teológico, indica a experiência de ser guiado e conduzido por Deus (cf. Sl 48,15; 77,14-21) e a concepção de um Deus que se solidariza com o povo (cf. Ex 15,133-17; Is 40,11; 49,10). No Antigo Testamento, temos também o conceito de pastor como guia, alguém que, no sentido pedagógico, ensina, admoesta e conduz ao bom caminho (cf. Eclo 18,13).

325. No Evangelho de João, Jesus se apresenta como "o Bom Pastor" que cuida das ovelhas (cf. Jo 6), chama-as pelo nome, conduz, caminha à frente delas e dá a vida por elas (cf. Jo 10). Jesus é realmente o Bom Pastor, pois Ele, o Filho do Homem, por sua encarnação (cf. CP, n. 11), participa da condição humana e é o único que, livremente, se despoja da sua própria vida para salvar a vida do seu rebanho. Todos esses elementos são importantes para compreender o fundamento bíblico da Pascom, pois levam, primeiramente, a entender que a base da nossa Pastoral é o próprio Deus. É Ele que conduz, guia e indica o caminho a seguir (cf. Sl 23), e Jesus é referência e paradigma de toda a ação pastoral da Igreja, que tem com perspectiva anunciar, com a comunicação, a Boa-Nova de Jesus Cristo. A Pastoral é aquela que conduz, provê, liberta, reúne, salva, anima e coloca-se a serviço da comunidade e de todas as pessoas.

326. O agente da Pascom é aquele que testemunha o seu encontro com a Pessoa de Jesus Cristo e encontra N'Ele a força para a sua missão. Mais do que um trabalho, a ação pastoral deve ser compreendida como vivência batismal. É preciso superar a ideia de que o fazer já é uma forma de oração. "Muitas atividades podem facilmente levar os cristãos a caírem em tentações como ativismo, vaidade, ambição desejo de poder. Nessa perspectiva, os agentes de pastoral correm o risco de se esquecer da dignidade batismal, como verdadeiros sujeitos eclesiais, reduzindo-se a meros voluntários".

[...]

330. Compreendendo a Pascom em sua abrangência, algumas características se destacam, tais como:

  1. colocar-se a serviço de todas as pastorais para dinamizar suas ações comunicativas;
  2. promover o diálogo e a comunhão das diversas pastorais;
  3. capacitar os agentes de todas as pastorais na área da comunicação, especialmente a catequese e a liturgia;
  4. favorecer o diálogo entre a Igreja e os meios de comunicação, para dar maior visibilidade à sua ação evangelizadora;
  5. envolver os profissionais e pesquisadores da comunicação nas reflexões da Igreja, para colaborar no aprofundamento e atualização dos processos comunicativos; e
  6. desenvolver as áreas da comunicação, como a imprensa, a publicidade e as relações públicas, nos locais onde não existem profissionais especificamente designados.


Parágrafos 323, 324, 325, 326 e 330 do DCIB (doc. 99 da CNBB).

Coordenação

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